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Noélia de Santa Rosa's Events
Category: Literature
Location: Setúbal
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Noélia de Santa Rosa nasceu em Lisboa. Profissional do mundo da publicidade, a escrita surgiu como um passatempo e exercíci...


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May 04, 2012 07:52 AM PDT


Deram-me um jogo para entreter,
Deram-me música para sonhar,
Deram-me carrinhos de correr
E cavalinhos de voar,
Uma mochila bem colorida,
Deram-me contas,
Deram-me livros,
Deram-me montras
E fardamento
Deram-me ordens
E penitências,
Deram-me estolas
E alguns tabefes
Deram-me emprego
E muitos fretes,
Deram-me casa e televisão,
Deram-me crédito
E um colchão,
Deram-me promessas,
Deram-me um voto
De uma reforma ao fim da vida,
Uma promessa de um talhão
Com sete palmos de terra medida.
Mas tudo em vão,
Sou um ser insubmisso,
Eu não faço o vosso sujo serviço
E ao demo com toda essa tralha,
Não me inscrevam no rol da maralha
Que de pé eu nasci um dia
E de pé hei-de morrer,
Nem deus, nem pátria, nem rei
Me hão-de conseguir vencer!
Que não me vendo a ninguém
Sou livre como a natureza,
Sou livre, filha da grei
E vivo em inteireza!

December 04, 2011 12:30 PM PST

Estou farta de ver gente feia.
Farta de ver coisas feias a rodopiar ao meu redor!
Estou cansada de só poder sonhar quando durmo
E na plena luz solar ter de me esconder para sonhar.
Dêem-me um país qualquer.
Um país qualquer em qualquer lugar.
Um país sem fronteiras, pode nem ter mar,
Pode nem ter estradas, pode nem ter montes,
Pode não ter pontes, pode não ter casas,
Mas que tenha apenas os limites dos nossos horizontes
E todos possam voar mesmo sem asas!
Onde crianças joguem nas ruas sem medo
Onde os velhos possam passear ao luar,
Onde as mulheres e os homens sejam iguais
E dêem as mãos e partilhem os sonhos
Sem exigir nada ou ceder nada.
Onde a perfeição seja palavra banida,
Onde o erro seja aprendizado,
Onde nada seja definido, definitivo ou obrigado,
Onde a beleza seja de dentro para fora,
Onde não haja relógios, nem tempo, nem hora
E as horas andem ao contrário. 
Onde a vontade apenas baste,
Onde se saiba viver em liberdade,
Onde haja espaço e dignidade.
Eu quero esse país de utopia,
Um país onde seja verdade a fantasia,
Um país qualquer, em qualquer lugar,
Onde se faça amor sem pudor de o declarar
E se censure a violência, a guerra e a morte!
Onde não exista televisão, rádio ou até jornais,
Onde baste apenas saber que seremos aí, nesse país, todos iguais.
Estou cansada de ver gente feia e triste e cinzenta ao meu redor,
Cansada de me vestir de invisibilidade para sobreviver,
De me anular todos os dias e guardar numa gaveta os meus sonhos de poeta.
De engolir o grito e amansar a fera que habita em mim.
De conter a raiva de me terem roubado a vida e o arco-íris dos meus universos,
De me vestir cinzenta porque a minha cor é incómoda e agressiva.
De me fazer irónica para não ser cínica.
De calar a voz para não parecer louca.
De comer pão com merda para estar à altura!
Eu quero um país num lugar algures,
Num sítio qualquer,
Não importa onde, não importa como,
Quero-o é já!
Porque amanhã não sei se cá estarei
Neste país de dementes
Que me olham de lado a ranger os dentes!

In: Palavras Nossas
Editora Esfera do Caos / 2011 

January 16, 2016 02:31 AM PST

Quando falta meia hora
Para acabar o passado,
Há um poeta que se enamora
Por um sonho mutilado.

Um sonho que é um país,
Um país em liberdade
Onde na rua das Pretas
Se possa andar à vontade

Onde os putos sem ter medo
Aprendam o que é o amor
E sem tempo nem relógio
Que lhes negue a mocidade.

Quando falta meia hora
Para o passado morrer
Há que fazer desse sonho
Mais que palavras, viver!

E viver de meias horas,
Não é viver, é adiar.
É como as meias palavras
Que alguém pretende abafar.

Apenas trinta minutos

Não me peçam paciência,
Pois quando a fome nos cerca
O tempo não tem medida
E o corpo é uma ferida
E a cabeça uma loucura
E os sonhos pesadelos
E os braços uma dor
Que não abraçam a vida!

Apenas trinta minutos

Apenas trinta ilusões
De esperanças que nos cansam
De tanto esperar a hora
E lá na rua das Pretas
Não há sonhos p'ra quem chora.

Há frascos de comprimidos
Pela garganta emborcados
Da mulher que espancada
Tem o seu corpo em bocados
E em meia hora se mata.

Apenas trinta minutos

Apenas trinta minutos
Foi o tempo que levou
A matar a inocência
No corpo de uma criança
Por um homem sem escrúpulos.

Trinta minutos não mais
E essa besta foi herói
Em títulos de alguns jornais
E a sentença suspensa
Por juíz feito em segundos,
Bem comido e bem vestido
Não tarda em adormecer
Pois não lhe pesa a consciência
Das horas sempre a render.

Apenas trinta minutos

Em trinta minutos de espera
Morre o doente de cancro
Por que lhe negam a esperança
Num país sempre adiado
Onde os minutos são horas
Num relógio sempre atrazado!

Apenas trinta minutos

Meia hora que é roubada
Pelo patrão que quer mais
Que trinta minutos de vida,
Quer a alma até ao osso
Até não haver mais sangue
Para mais que trinta segundos
A sufocar na valeta.

Quando falta meia hora
Para acabar o passado
Há um poeta que nasce
De um sonho mutilado.

Apenas trinta minutos

E há uma flor que desponta
No lixo por reclamar
De uma cidade já morta
Por tanto tempo esperar

Há uma cama vazia
Numa casa por vender
Que o agiota roubou
Em meia prestação a haver!

E há uma porta arrombada
Ao cigano que é ladrão
Porque é cigano o coitado
E o polícia é assalariado
Para lhe negar a existência!

Apenas trinta minutos

Apenas trinta segundos
De notícia nos jornais
Que o cigano ladrão
Não merece muito mais!

Apenas trinta minutos
De discurso parlamentar
Onde nos hipotecam as vidas
E os sonhos sempre a adiar.

Apenas trinta minutos

Apenas a meia hora
Num país de frios brutos
Que nos limitam os sonhos
Apenas a meias tintas,
Apenas meias promessas
E se o povo pede meças
Meias desculpas engasgam
Na meia esmola que lançam!

Apenas trinta minutos

P'ra quem sofre, desespero.
P'ra quem espera, eternidade.
Trinta minutos de vida
Que se perde sem razão.
Se o sonho comanda a vida
Quebrem-se os relógios então!

January 16, 2016 03:26 AM PST

Há qualquer coisa no ar,
Um cheiro a raiva e a medo.

Há uma angústia a apertar
E nos olhos desespero.

Há qualquer coisa no ar
Que provoca inquietação,
Quanto mais tentam calar
Mais o mundo grita não.

E há a fome e o frio
Na casa da solidão,
A vida presa por um fio
De um pedaço de pão.

Há qualquer coisa no ar
Que paira sobre as cidades,
Trespassa as nossas vontades
E nos mostra a escravidão.

Há também um grito contido
Que as gargantas esqueceram,
Por tão pouco se venderam
E o sonho foi traído.

Há qualquer coisa no ar
E nesse ar tenho esperança,
Seja vento de mudança
Para este mundo mudar.
Que seja a vaga que varre
A raíz de todo o mal
Que seja um muro que caía
E nos liberte afinal
Que nos acorde os sentidos
Nos faça de novo crer
Num mundo onde unidos
Possamos todos viver.

Há qualquer coisa no ar
Que não se pode deter.

Quem sabe se é amor
Que do ódio vai nascer?

Que nasça esse amor verdade,
Sem cor, nem pátria ou fronteira
E fecunde a terra inteira,
De uma nova humanidade!

December 05, 2011 08:52 AM PST

Se pudesses ver o cansaço que trago dentro de mim,
Se pudesses medir o cansaço com que me arrasto nos dias,
Se se pudesse pesar o cansaço deste corpo que me cobre de agonias,
Se se pudesse cheirar o cansaço que emana da minha alma moribunda,
Se se pudesse ouvir o cansaço que me chama lá do fundo de onde me ergo,
Saberias que por muito que me teimes em mudar,
Por muito que me digas: tens de ser,
Eu hei-de ser somente aquilo que sou
E aquilo em que o tempo me transformou.
Sou!
Pó de estrelas,
Irmã de cometas,
Filha do Universo imenso e sempre eterno
E sei que hei-de partir deste cansaço um dia,
Mas nunca às tuas regras eu cedo.
Nasci sem pedir p'ra vir a este mundo!
Gritei nesse primeiro instante, nesse segundo.
Aos pontapés, ao murro, aos tropeções
Que a vida é toda engano e ilusões,
Vaidades que se esfumam com o tempo.
Mas partirei gritando mesmo sem voz
Que nunca me renderei às vossas regras
Que a uma só regra reconheço superior
Porque da morte não tenho medo e só a ela cedo
A lei eterna da rosa com que me escrevo
E nessa rosa carne onde se encerra o AMOR!

January 16, 2016 12:25 AM PST

Ah Fernando,
debaixo deste mesmo rochedo onde escrevias,
olhando o mar negro de chumbo e trovoada,
com os pés enterrados nesta areia
que Camões tal como tu, também amava,
Debaixo desta rocha nua e gotejante,
de sal e maresia povoada,
caiem-me as palavras de novo em pranto,
num papel que antes fora alvo encanto
e que agora escurecendo vai na mágoa.
Tal como tu, nasci assim tão dividida,
tal como tu seguindo solitária,
procurando os outros eus em mim perdida,
de mim tão cheia como um mar sem maré vaza.
Peço-te onde estás que me ajudes,
que me digas onde procurar a calma,
como fazer para não morrer de mil venenos,
para me esquecer do que vejo e ser somente,
para não sofrer e ser a tudo indiferente,
ao ver um povo, assim a morrer tão lentamente!
Olho este mar que antes foi tão grande,
de mistérios invencíveis e cruentos,
onde este povo tão pequeno foi gigante,
hoje bolina mais perdido que em marés,
como se em barca sem remo ou timoneiro,
geme e sofre de injustiças flagelado,
morre faminto à beira pão de mar de peixe,
morre de sede de joelhos frente ao mar,
que não é seu porque loucos o venderam
por um prato de lentilhas qual Esaú.
Fernando de onde estás diz-me tu 
como esquecer que deste mar tão Português
foste tu filho e uma mensagem nos deixaste?
Como cumprir o destino que encontraste
traçado nestas rochas de antanho?
Diz-me como acordar da letargia
este povo que se esvai em agonia
e nem percebe que se está a definhar?
Diz-me se sabes e na volta do correio
manda-me penas daquele anjo do passado,
para que forre de novo o ninho da esperança.
Daqui deste rochedo mando-te a dita
que escrevo com lágrimas de mar salgado
e assino no rodapé em triste escrita
um nome dividido com o teu fado!

January 16, 2016 01:22 AM PST

Hoje peguei em todos os meu poemas
E fiz com eles uma fogueira,
Um fogueira para me aquecer
Já que de amor gelo por dentro.
Depois de tantos anos a abrir a alma
A esvair das veias sentimentos puros,
A tentar derrubar muros
Para construir as pontes
Que sonhava unir em outros horizontes,
Vejo que tudo foi em vão.
Os sonhos foram espezinhados,
As pontes derrubadas
E os meus horizontes...
Ah os meus horizontes...
São cada dia mais estreitos e escuros.
Maldita a hora em que nasci.
Nessa hora de lusco fusco,
Mulher a quem eu chamei mãe,
Devias ter cerrado as pernas
Quando a minha cabeça assomava à luz do dia.
Nessa hora serias infanticida 
E eu agora já estaria esquecida
Sem a agonia do que foi a minha vida.
Teria sido um breve instante,
Apenas um breve instante e eu seria nada.
Para que me deste os teus peitos a beber
Se mil venenos depois me destilaste?
Que mal me quis e que mal fiz
Para ser assim a tal sorte destinada?
Desprezada e ignorada a vida toda,
Apenas servindo como saco de pancada
A quem amei e por quem fui tão mal amada...
Teria sido um breve instante a minha vida
Se naquela hora por amor me sufocasses.
Condenaste-me a viver, se a isto se chama vida,
Isto que foi o meu caminho ao Golgóta.
Quantas vezes o meu corpo foi violado,
Quantas, me negaram o pão e o agasalho?
E se ardendo em febre me exigiam ainda assim
Que desse um pouco mais do pouco que restava de mim...
Quantos beijos dei em cardos?
Quantos abraços a arame farpado?
No meu peito vai um lago de sal
Das lágrimas que sequei neste deserto
Que foi a triste vida em que me encerro.
Quando dava amor, 
Recebia raiva e ódio
E dessa raiva e ódio tive de me construir 
Em mais amor e mais abraços.
Mas nunca bastavam, 
Nunca bastavam esses abraços
E o amor que eu sabia dar
Não era o bastante
Para me perdoar por ter nascido!
Fui a chacota de muitos, bem sei.
Menti para me esconder 
Como quem veste uma fantasia de Carnaval
E ri alto e cantei como o palhaço no circo,
Neste circo que é o mundo
Onde as feras não são amestradas
Mas andam de roda.
Ah como elas andam de roda
E tropeçam em nós!
Nós os que não fomos bafejados pela sorte, 
Nós os que nunca fomos amados 
Por não termos sido desejados.
Mas amámos apesar do ódio,
Amámos apesar da raiva,
Demos apesar de nada termos,
Perdoámos apesar da dor do nosso corpo violado,
Sorrimos apesar da violência na nossa carne esangue.
Alimentámos os abutres apesar de nos negarem o pão,
Vestimos os lobos com a nossa pele embora nus,
Abrimos os braços e continuámos a abraçar arame farpado
E a beijar cardos e a romper veias e a clamar por piedade!
Compaixão ó deuses, tende compaixão dos nossos carrascos
Pois a carne que veste os nossos ossos,
Os ossos que nos erguem do lodo imundo,
O sangue que já quase seca nas veias,
Foram eles quem nos deu mesmo sem vontade
E se fomos apenas acidente de percurso,
O empecilho de sonhos das suas vidas,
Castigai-nos ó deuses 
Pois neste mundo de dementes
Em que todos se julgam continentes,
Somos nós, os deserdados do amor,
Quem ainda se atreve a construir ilhas!


© Noélia de Santa Rosa
in: "O Cemitério dos Sonhos
Editora A Casa da Palavra RJ
Ano: 2001

December 06, 2011 01:07 AM PST

Fechei a cadeado
As memórias do passado.
Enxuguei as lágrimas vadias
De amores, de fantasias,
De dores e desamores,
De ilusões e desencontros.
Olho o horizonte
E até a ténue linha azul
Que me limitava
A esse rio de desgostos
Se desvaneceu.
Agora sou só eu,
Mas não importa.
A esperança abre uma janela
Onde alguém fechou a porta!
A lua espreguiçou-se
No alto dos telhados
E ao longe chegam-me sons de festa.
Sei que o amanhã virá.
Sei que será,
Mesmo assim
Um novo dia, sim!

January 16, 2016 04:08 AM PST

Às zero horas, do dia zero, do ano zero,
Às zero horas em ponto,
Nem mais um minuto de desconto.
Às zero horas do dia zero é certo,
Nem mais um dia para acerto.
Às zero horas do dia zero, do ano zero,
Nem mais um ano sabático,
Um homem zero, enigmático,
Encontrará uma mulher zero, escondida
Na sombra dos zeros que os unem
E na hora zero, do dia zero, do ano zero,
Fundirão os corpos no deserto das horas,
Unirão as bocas no vazio dos dias
E farão do ano zero a revolução do amor.
Às zero horas, do dia zero, do ano zero,
A zerificação das almas solitárias
Sairá às ruas e dará as mãos esquecidas
Do abandono em que incógnitas viviam!

September 10, 2011 08:11 PM PDT

Grossas gotas de chuva fustigam a janela da minha memória,
Vêm-me à lembrança tempos passados de uma amargurada história,
Não sei se são só chuva se são lágrimas que o céu derrama
Ao olhar este espaço que ficou vazio na nossa cama.
Quantos anos se passaram já nem sei!
Perdi-me no tempo e do tempo me desencontrei,
Desde que partiste e me deixaste sem um adeus sequer,
Naquela hora triste em que em memória te transformaste.
Pergunto a um deus se algum existe, a um qualquer,
Porque razão assim te foste e não me levaste?
E agora que a vida aos poucos também em mim se apaga,
Uma alegria serena do meu corpo se apodera.
Em breve meu amado te encontrarei na mesma estrada
Para secar as lágrimas nesses teus braços que sei estão à minha espera!

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